O gostar vem e toma diferentes formas.
Às vezes, ele se torna amizada e nos faz apreciar uma companhia, nos sentindo à vontade para falarmos sobre nós.
Em alguns casos, ele se vai tão rápido quanto veio e desaparece sem deixar rastro.
Há casos em que se tranforma em decepção, ferida doída na alma.
Mas, no melhor dos casos, ele vai se aprofundando no coração, criando raiz, vai encorpando, e é bonito de se ver.
O gostar tem camadas e, quando tem raiz mais funda, vai mudando de nome, vira bem-querer, adorar, amar.
Cada camada dele tem gosto bom de conquista, de novidade, e nos mostra algo de novo no objeto gostante, como se estivéssemos enxergando mais fundo. E também nos mostra mais sobre nós mesmos, os sujeitos gostadores, como se descobríssemos mais sobre nosso próprio coração, sobre sua força e seu tamanho.
Esse gostar se renova, se reinventa e vive em nós por conta própria. Se nos esquecemos de olhar por ele, ele vai embora e nem avisa. Triste deve ser achar que ele está lá, mas estar olhando para a sua sombra.
Vai esforço e atenção, mas é tão bom tê-lo enchendo os dias de perfume e música. Cuida dele, que ele cuida de você.