quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Gostar

O gostar vem e toma diferentes formas.
Às vezes, ele se torna amizada e nos faz apreciar uma companhia, nos sentindo à vontade para falarmos sobre nós.
Em alguns casos, ele se vai tão rápido quanto veio e desaparece sem deixar rastro.
Há casos em que se tranforma em decepção, ferida doída na alma.
Mas, no melhor dos casos, ele vai se aprofundando no coração, criando raiz, vai encorpando, e é bonito de se ver.
O gostar tem camadas e, quando tem raiz mais funda, vai mudando de nome, vira bem-querer, adorar, amar.
Cada camada dele tem gosto bom de conquista, de novidade, e nos mostra algo de novo no objeto gostante, como se estivéssemos enxergando mais fundo. E também nos mostra mais sobre nós mesmos, os sujeitos gostadores, como se descobríssemos mais sobre nosso próprio coração, sobre sua força e seu tamanho.
Esse gostar se renova, se reinventa e vive em nós por conta própria. Se nos esquecemos de olhar por ele, ele vai embora e nem avisa. Triste deve ser achar que ele está lá, mas estar olhando para a sua sombra.
Vai esforço e atenção, mas é tão bom tê-lo enchendo os dias de perfume e música. Cuida dele, que ele cuida de você.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

C'est la vie 2


Arte está em todo o lugar, pode ser qualquer coisa.
Arte é sobreviver sem deixar seu coração se tornar uma pedra.
É o céu perfeito coberto de estrelas, que nos faz lembrar que ainda há uma chance.
É a música que diz tudo o que você está sentindo e o leva às lágrimas.
É o filme que o faz pensar na vida e se confortar por saber que mais alguém sente o mesmo que você.
É o vento que toca seu corpo e causa a sensação de um abraço.
É o espelho que mostra uma pessoa diferente cada vez que você se olha nele.
É o livro que muda sua vida e o ajuda a entender o ser humano.
É a criança que sorri quando olha para você e o faz acreditar que vale a pena viver mais um dia.
É o chocolate que adoça sua boca, mas o faz ter vontade de um beijo.
É o calendário que corre mais rápido do que você consegue arrancar as folhas dos dias.
É cada pequena coisa que diz que viver é uma arte e sobreviver é a maior obra prima que uma pessoa consegue criar.