Como tem de ser sempre, lá vem o vento das mudanças soprar e virar mais uma página.
Coisas incomodam como um espinho por algum tempo, algumas por tempo demais, a ponto de até se acostumar com o incômodo.
Para que carregar esses pesos? Desnecessário viver assim. Não é para isso que vim.
Vim para carregar coisa boa. O que não é bom, vou deixar para trás.
Mas o que é bom, quero bem perto.
Tem hora que parece que a vida corre na nossa frente e temos de dar uns passos mais largos do que planejávamos. É bom, alonga.
Tem hora que ela nos surpreende com uma nova vida a caminho. Titia, eu, quem diria?!
Tem hora que a surpresa é com outra vida no nosso caminho. E que surpresa boa!
Página nova, branquinha, pronta para aceitar a história que eu escolher colocar lá.
Aquilo de ruim pelo que passamos deixa marca, mas o gostoso é saber que a marca é só o lembrete de que não há mal que sempre dure. É a recordação de que sobrevivemos e ainda temos inúmeras páginas novas para mudar o rumo das coisas e tentar escrever nossa história do jeito que nos agradar.
E tem mais, nada é só ruim. Enxergar além e conseguir achar aquilo de bom que veio junto com um problema é um bom exercício. Faz com que nos sintamos mais otimistas, mais esperançosos, nos faz sentir que qualquer sofrimento ou dor nunca é em vão.
Para completar, página em branco nos dá o mundo para sonhar. Enche a alma de planos. Faz até perder o sono imaginando que gosto terão, quando se concretizarem. Dá vontade de acelerar o tempo para vê-los logo.
Mas o caminhar tem a velocidade da mão escrevendo... o jeito é esperar o tempo das coisas.
E o tempo das coisas é diferente do tempo do coração, mas tempo é tão subjetivo...