segunda-feira, 12 de abril de 2010

O jardim

Pensando nesse mundo cinza, recolher-se no jardim e tirar dele seus exemplos é uma boa forma de tentar entender nossa natureza mais pura e mais simples.

Semente cresce em solo fértil. Em solo arenoso ou com muitas pedras, ela não gemina. É o mesmo para sentimentos, pensamentos e sonhos; plante-os nos bons solos e eles crescerão.

Erva daninha nasce onde quer, sem precisar de cuidado algum. Brota até onde não esperamos. Se não cuidarmos, matam o que estiver em volta.
Flor, orquídea, por exemplo, requer zelo. Um ano de cuidado para o deleite de, uma vez apenas no ano, ver sua flor.
São assim os maus e bons sentimentos. Se não cuidarmos para que os maus não cresçam, perdemos o controle de seu tamanho, e eles podem acabar por matar nossas delicadas flores. Dessas, não podemos nos esquecer. Água e sol na medida certa.

E mais, vez ou outra, após ter semeado, o jardineiro tem a frustração de uma forte chuva. Todo o trabalho perdido, as sementes levadas pelas águas. Ou, ainda, um longo período de estiagem, as sementes ressecando ao sol.
Ambos acontecem, parece que os esforços estão sendo em vão, mas nunca são. Existe o momento de plantar, o de replantar e o de colher.

Sempre é assim, porque a natureza é assim. E nós, por mais robóticos que estejamos tentando nos tornar, felizmente somos a natureza.

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