terça-feira, 18 de agosto de 2009

Páginas tristes

Fico lendo umas notícias e vou, ao final de cada, tendo mais certeza de que estamos indo mal, muito mal.

O Homem, que antes já não tinha isso como uma de suas especialidades, hoje parece saber menos ainda onde fica a tênue linha que separa o certo do errado, do humano e do desumano.

Vemos armas matando todo tipo de gente, vírus se alastrando, a pobreza crescendo, corruptos declarados saindo impunes e estamos tão dentro do problema e, ao mesmo tempo, tão fora, que nos sentimos incapazes de fazer algo.

De tão absortos que estamos nesta realidade, já nos confundimos e enxergamos os valores distorcidos. O problema é quando essa tal linha começa a afrouxar e nós passamos a considerar aceitáveis algumas atitudes.

Como podemos nos acostumar com ideias como guerra, assassinato, tráfico, roubo, corrupção? A que ponto chegamos para acreditar que são normais? Não, não são! E não deveriam ser aceitas. Ao invés de serem temidas e camufladas, como se camufla uma mancha no tapete, deveriam ser combatidas. Mas combater leva tempo, dinheiro. Quem quer comprar a briga?

O problema e, por consequência, a solução começam mais no fundo. Não estão na ponta que vemos, mas na desestruturação dos valores, da sociedade, de tudo o que se coloca (ou não) nas cabecinhas ainda frescas das crianças, dos jovens e que, depois, tentam tirar da cabeça do adulto. Há muito trabalho a ser feito.

E parece que não é uma conclusão tão brilhante e não é necessário ser nenhum gênio para perceber isso. Porém, me parece que é necessário ser um Hércules para encarar esses trabalhos.

Pronto, desabafei.

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