segunda-feira, 29 de junho de 2009

Espelho manchado

Qual o comprimento de uma lágrima?
Quanto vale um segundo?
O que se esconde por trás da tristeza?

Não solte minha mão,
Não me perca de vista.
Me abrace, que é agora que eu preciso.

De repente, mostrou-se um espelho manchado, com defeitos
Eu não o conhecia assim, não me conhecia assim.

Mais difícil do que culpar
É saber que o culpado é quem o espelho mostra.
E saber que, para consertá-lo,
Vai tempo, vai esforço, vão-se lágrimas.
De tristeza? Sim, por ver essa imagem.
E me decepcionar.

Quero esse espelho recuperado por mim, por nós.
Pois nossa imagem ficará melhor refletida
Se ele estiver inteiro, imaculado.

Ainda há tempo?
Ainda há uma chance?
Me deixa tentar de novo,
Fazer por merecer a sorte que tenho.

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