segunda-feira, 23 de junho de 2008

Olha,

Obrigada por me tomar de improviso e fazer de mim tempestade, garoa.

Obrigada por mirar meus olhos mareados, por ouvir minhas rimas.

Obrigada por ser insubstituível e por ir, mas levar um pedaço de mim.

Obrigada por contar um caso e me fazer cúmplice do seu devaneio.

Obrigada por me ensinar a dançar e a gargalhar.

Obrigada por me levar em suas costas de super herói.

Obrigada por ser o terceiro elemento de minha santa trindade.




Para cada um que me fez, meu agradecimento.
São sete as maravilhas do meu mundo, são sete por quem navego qualquer um dos mares.
Quem dera ter, em cada dia da semana, um de vocês ao meu lado.

sábado, 21 de junho de 2008

Na corda bamba de sombrinha

Que tempo e espaço são conceitos abstratos, eu sei.
Mas que distância pode tornar-se intransponível,
que meu momento não é o de mais ninguém,
que saudade dói quieta, isso aprendo
e admito a cada dia, a cada sol que nasce e cai.

No espelho, a cada manhã visto uma máscara
e interpreto. Assumo o meu papel e não erro as falas.
Não perco as deixas, não escapo das marcações e,
ao fim do espetáculo, o silêncio. Não há palmas nem ovações.
Na platéia, rostos conhecidos são espectros espectadores
Retalhos de minhas valiosas memórias.
Mas uma pequena chama se mantém.
No escuro, envolta em eco, destaca-se e me guia.
A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem de continuar.



My make-up may be flaking, but my smile still stays on.