domingo, 25 de maio de 2008

Dai-me agora um som alto e sublimado

Em um duelo em que as armas são rimas
E a munição é feita das dores
Trocamos golpes em forma de liras
E escrevemos uns versos sem pudores


Os traçados sinuosos da vida
Que nossa, que só sua, que só minha,
Procura uma lua morna, colorida,
Para os segredos que o peito mantinha.

E nas idas e voltas, marinheiros,
À deriva, sem norte, forasteiros,
Vislumbramos a margem, sorrateiros,
Juntamo-nos, tentando ser inteiros.

Mas, num momento, perde-se o compasso
Respiremos e dêmos o espaço
Para organizarmos nossos pedaços.

Poeta escreve porque é obrigado.
Para ti, este poema suado.

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